Esporte mais popular dos destinos de neve, o esqui alpino é uma das classificações da prática de esqui. E para complicar ainda mais, ele se divide em várias disciplinas diferentes: slalom, slalom gigante, slalom super gigante (super-G) e downhill, além do combinado, que une disputas de slalom e downhill, e o paralelo em equipes mistas, que estreou com sucesso nas Olimpíadas de PyeongChang 2018, na Coreia do Sul.

Os eventos são baseados em velocidade e/ou técnica, e podem ser vistos em diversos campeonatos e copas do mundo de esqui alpino, assim como nos Jogos de Inverno. Seja qual for a disciplina, o objetivo é cruzar a linha de chegada mais rápido que os adversários, mas existem regras e desafios diferentes. Complicou? Continue a leitura para entender como funciona cada uma das provas de esqui alpino.

Os portões do esqui alpino

No esqui alpino, as regras podem ser confusas à primeira pista, mas tudo é questão de compreender os percursos e objetivos de cada prova. Nos eventos de velocidade (downhill e super-G), os esquiadores têm que descer a pista “voando”, enquanto nas disciplinas técnicas (slalom gigante e slalom), é preciso deslizar em ziguezague para passar por portões muito bem posicionados no trajeto.

Mas, afinal, o que são esses portões? São basicamente dois mastros com uma faixa esticada entre eles. O atleta deve esquiar em torno de todos eles na ordem estabelecida para não ser desclassificado. A quantidade e a distância entre os portões varia de prova para prova, com as cores alternadas para que o esquiador possa acompanhar onde está no trajeto.

As provas de esqui alpino: 1. Esqui alpino slalom

O slalom é a disciplina mais técnica do esqui alpino e tem a descida mais curta entre todas as provas. Os portões ficam bem próximos uns dos outros, exigindo que os esquiadores façam o ziguezague rapidamente. Se um atleta deixar de passar por um portão (representado por apenas um mastro), ele é desclassificado. A disputa consiste em duas corridas e o tempo de ambas é somado para determinar a posição final.

2. Downhill

Considerado por muitos a principal prova de esqui alpino, o downhill é a disciplina de velocidade mais emocionante. As corridas são rápidas aqui, e a agilidade é essencial para vencer. Os esquiadores começam no topo de uma montanha muito íngreme e devem completar o percurso passando por portões mais espaçados. Uma das curiosidades do esqui alpino é que não é tão difícil ver atletas atingindo velocidades superiores a 120 km/h.

3. Slalom gigante

O slalom gigante é disputado da mesma forma que o slalom, mas a grande diferença é que os portões ficam mais distantes entre si e as curvas são maiores, o que exige do esquiador muita técnica e estratégia para traçar o melhor caminho ao longo do trajeto. Além disso, os percursos são extensos e os portões são diferentes do slalom regular, com dois mastros unidos por bandeiras ao invés de um.

4. Slalom super gigante (super-G)

O super-G é uma prova que fica entre o downhill e o slalom gigante em termos de velocidade, comprimento do percurso e número de portões. A disputa é bem mais técnica que o downhill, já que a queda vertical é menor e os portões ficam mais próximos. Por outro lado, o super-G é mais veloz que o slalom gigante. Cada atleta faz uma descida e quem tiver o melhor tempo vence.

5. Evento combinado

O combinado é uma prova de esqui alpino que é exatamente o que parece: uma combinação de slalom e downhill. A competição consiste em uma corrida de downhill ou super-G, seguida por uma disputa de slalom. Os tempos das duas corridas são somados para determinar a classificação final. É um verdadeiro desafio, já que é preciso testar as habilidades de técnica e velocidade dos atletas.

6. Slalom paralelo de equipes mistas

A prova de slalom paralelo estreou nas Olimpíadas de PyeongChang, em 2018. No final do evento, atletas do mesmo país (dois homens e duas mulheres) se enfrentam em duelos ao longo de duas pistas iguais, montadas lado a lado. Cada vitória vale um ponto para a equipe. Depois de quatro rodadas, se houver empate, o time com o melhor tempo somado vence.

Para ter um gostinho de todas essas modalidades do esqui alpino, que tal organizar uma viagem de esqui nas suas próximas férias? Nos melhores destinos de neve, você pode fazer aulas correspondentes ao seu nível de habilidade e ainda contar com a expertise dos instrutores das escolas nacionais de esqui. Aproveite!

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